quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A Relação Entre o Homem e a Natureza


A relação existente entre o Homem e a Natureza é tão antiga que é difícil prever seu início.

No início da raça Humana, quando nossa inteligência ainda era primitiva, o Homem não tinha poder sobre a Natureza, servindo-se apenas da coleta de frutos, da caça e da pesca para sobreviver. Assim, quando os bens naturais escasseavam, o grupo era obrigado a procurar outro local para se estabelecer.

Isso mudou por volta de 10 ou 12 mil anos atrás, quando ocorreu a chamada Revolução Neolítica, onde o ser humano, mais desenvolvido, começou a cultivar plantas e a domesticar animais.

O Homem tornou-se sedentário, utilizando a Natureza conforme seus interesses e necessidades. Desde então, a Natureza tem sido destruída por ações humanas em ritmo crescente, o que tem causado sérios danos ambientais.

Trabalho & Tecnologia


Conforme a inteligência humana foi crescendo, o Homem foi criando máquinas para facilitar seu trabalho. Um dos exemplos mais antigos de instrumentos construídos pelo Homem para esse fim foi o Arado, que aumenta a produtividade e facilita o plantio.


Instrumentos como o Arado e o Machado, utilizados há milhares de anos, vem causando transformações modestas no meio natural. Seu uso facilita o trabalho e não causa danos grandes, ou seja, o Habitat humano não é afetado de forma drástica.

Com a rápida e vertiginosa industrialização iniciada no século XVIII, iniciou-se um aumento da velocidade do trabalho humano, propiciado pelas novas máquinas surgidas desde então.

Porém o uso dessas máquinas, como a motoserra, causa danos profundos, violentos e rápidos na Natureza em um ritmo vertiginoso, o que não permite que os Recursos Naturais sejam repostos. 

Assim, o Homem está destruindo seu Habitat sem controle, evitando que os bens naturais se recuperem, e causando danos irreversíveis que já estão começando a afetar a vida humana de forma profunda.

Trabalho & Empresa


Esse é outro dos fatores que acelerou e ampliou a produção humana grandemente, e iniciou o consumo desenfreado que vem contribuindo para a destruição do Habitat humano.

Tudo começou por volta do século XV, no final da Idade Média, quando as bases fundamentais do Capitalismo começaram a ser criadas.


Tendo em vista que a base do sistema capitalista é a venda e a obtenção de lucro, um novo método de trabalho precisava ser desenvolvido para ampliar a produção.


Assim, foi criada o que ficou conhecida como Divisão do Trabalho, onde cada indivíduo da empresa é responsável por uma atividade única, sendo que cada fase produtiva é feita por um ou mais trabalhadores individualmente.


Esse sistema acelerou o processo produtivo, pois evitou o desperdício de tempo que existia para o trabalhador passar de uma tarefa para outra, desenvolveu a especialização do trabalhador, agora dedicado a uma única tarefa e, por fim, desenvolveu a criação de novas ferramentas adaptadas para o uso específico naquele serviço.

O problema que surgiu nesse método foi que, com a grande monetarização do trabalho a sociedade se tornou cada vez mais dependente desse sistema, e tornou os trabalhadores meras "mercadorias" dependentes da empresa para trabalhar.


Outro ponto foi o fato da civilização tornar-se cada vez mais dependente de suas máquinas  e menos dependentes das forças naturais, o que tornou as máquinas destrutivas presença obrigatória nas atividades humanas atuais, e vem acelerando cada vez mais a destruição dos recursos naturais.


Esse processo tem se juntado em tal proporção às atividades humanas que hoje é praticamente impossível separá-lo do dia-a-dia do trabalhador, e talvez seja fator determinante para a destruição da Natureza e conseqüentemente do ser humano...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Poder Dos Livros Sobre a Sociedade




Desde que o Ser Humano tornou-se consciente, ele sente necessidade de deixar suas impressões sobre o mundo, suas imaginações e a forma como vivia para a posteridade. Assim, o jeito que ele encontrou para fazer isso no início foi desenhando em cavernas, e mais recentemente através de livros. 

Tão exaltado em outras épocas, e tão humilhado hoje, o livro é de longe o sistema de comunicação mais disseminado no mundo, perdendo apenas para a fala. É um instrumento importante em qualquer cultura, onde o ser humano pode colocar suas fantasias e críticas, falar de qualquer assunto, e, o mais importante: deixar suas idéias para a posteridade.

Já foi considerado uma fonte inestimável de conhecimento, e hoje em dia está perdendo espaço para a tecnologia em constante crescimento, que está destruindo a inteligência dos jovens, fazendo-os achar que parar duas horas com um livro na mão é perda de tempo. 

Mas é interessante notar que essa mudança não é tão antiga, mas vem principalmente de 20 anos para cá, quando o aumento significativo no número de pessoas comuns capazes de adquirir um computador causou um desequilíbrio muito grande nas gerações que vieram em seguida, que, ao estar em contato permanente com essas tecnologias perderam o contato com aquela que é a melhor fonte de informação de todas. 

Além de fornecer divertimento e informação, ler um livro é a melhor forma de aprender palavras novas e a escrever melhor. Sei por experiência própria que ler ajuda inconscientemente em como falamos e escrevemos, e hoje escrevo muito melhor do que quando não lia muito.

Mesmo com o alto preço dos livros no nosso país, fica a dica: 

Invista em conhecimento! Você saberá se relacionar melhor e estará mais bem preparado para enfrentar o mercado de trabalho! 
Você só tem à ganhar reservando um pouco de seu dia para a leitura, então seja esperto! Leia mais!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O Que Aconteceu Com O Sistema Ferroviário Brasileiro?

Em 1852 foi criado, por decreto de D. Pedro II o primeiro trecho ferroviário brasileiro, que unia a praia da Estrela, na Baía da Guanabara e a Raíz da Serra de Petrópolis. Foi um projeto implementado pelo Barão de Mauá, que anos antes havia visitado a Inglaterra, onde ficou surpreendido com o sistema ferroviário do país, e percebeu que seria um passo muito importante para o Brasil se industrializar.

Após isso, a expansão da ferrovia no Brasil foi rápida, e surgiram dezenas de empresas que estavam interessadas em lucrar com esse novo meio de transporte. Muito sangue e suor de pobres operários foi necessário para realizar as ligações ferroviárias, mas hoje é possível dizer: Será que valeu à pena todo esse esforço? 

Depois de muitos anos de construção e aumento constante das ferrovias, presidentes como JK decidiram trilhar um caminho diferente, o do Sistema Rodoviário, e tudo feito antes foi praticamente abandonado. 

No início as rodovias eram uma maravilha, tudo era festa, mas depois dos anos começaram a aparecer os muitos problemas, como as más condições na infra-estrutura delas, os problemas com combustível, e tantos outros que conhecemos de cor.

Afinal, foi bom investir no sistema rodoviário? As ferrovias seriam, do ponto de vista econômico, muito mais vantajosas, por uma série de motivos:
  • Economia de combustíveis;
  • Muito menos poluição;
  • Menos problemas com as vias, pois são bem mais seguras e estragam pouco;
  • Maior facilidade na hora de transportar a preocupação, pois não há congestionamentos, e acidentes são raros.

Já no ponto de vista de transporte de pedestres, os trens evitariam os congestionamentos e acidentes de causa humana, ajudariam na circulação das cidades, onde no lugar das inúmeras ruas e avenidas poderiam ser implementados prédios e (por que não?) parques.

Acredito que o que é necessário é um projeto de grandes proporções que remodele a estrutura das cidades, melhorando a circulação e qualidade das pessoas. É claro que não é uma idéia nada simples de ser feita, mas se não for iniciada em algum momento, a tendência das rodovias é só piorar...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Deuses do Egito Antigo

Desde o nascimento da civilização Egípcia, por volta do ano 3100 a.C., até seu fim, em 30 a.C., a Religião teve papel fundamental na vida desse povo. 

Os egípcios acreditavam em vários deuses, embora alguns digam que o único seus cultuado pelos egípcios fosse Neter, mas aqui vou falar dos deuses conhecidos e mencionados na maioria das fontes.

A divindade mais antiga é Nun, representado sempre como o mais antigo e sábio dos deuses, personificando o abismo líquido do qual todos os seres foram criados. Gerou Atun, considerado o criador do universo e chamado de Sol Nascente. 

Nun também gerou (ou Rê), chamado também de Deus-Sol, e que é considerado o criador dos homens.

Amon começou a ser cultuado por volta de 2000 a.C., e assumiu várias características de , por isso é conhecido como Amon-Rá. É criador dos deuses e da ordem divina. 

Shu, deus do ar e da luz, é filho de  e é o responsável por fazê-lo retornar à vida todos os dias, para trazer o sol ao mundo.

Tefnut é considerada a deusa da umidade, que traz fartura. Irmã e esposa de Shu.

Nut é a deusa do céu, aquela que acolhe os mortos em seu reino. 

Geb é o deus da terra, irmão e marido de Nut, responsável pela fertilidade e sucesso das colheitas. 

Osíris é o deus dos mortos e do renascimento da vegetação e de todos os outros seres vivos. É também o rei e juiz do mundo dos mortos.

Ísis, irmã e esposa de Osíris é a deusa da familia, que gerou o Nilo com suas lágrimas.

Seth é a personificação de todo mal e ambição, também considerado o deus da guerra.

Néftis é esposa de Seth, e, assim como Osíris defende os mortos e os sarcófagos. 

Hátor era considerado a personificação das forças benéficas do céu, do amor, alegria e protetora das mulheres.

Hórus era filho de Isis e Osíris, mantedor do universo e deus mais adorado pelos egípcios, que tinha como função conduzir até o mundo dos mortos, Dwat.

Anúbis, filho de Seth e Néftis, é considerado o mestre dos cemitérios.

Toth era considerado aquele que revelou ao homem as ciências, escrita, magia e aritmética.

Maát representava a justiça, verdade e o equilíbrio e harmonia do universo tal como  o momento em que foi criado

Ptah é o criador das artes, marido de Sekhmet e pai de Nefertum.

Sekhmet era a deusa criel da guerra, causadora e curandeira de epidemias.

Bastet representava os poderes benéficos do sol.

Khnum era considerado um dos deuses da criação.

Sebek era aliado do implacável deus Seth. 

Tuéris era a deusa hipopótamo que cuidava das mulheres grávidas e os nascimentos. 

Khepra era o responsável por mover o sol.

Ápis era o boi que representava a força animal.

Babuino era associado a Thot, deus dos cálculos e da escrita.

Íbis era considerado a encarnação do deus Thot.

Apófis era o deus serpente habitante do além-mundo. Representava as trevas e as tempestades. 
Os deuses descritos acima são um resumo de todo o universo criado pelo egípcios às forças da natureza, e resumem bem suas principais divindades.

Leia também:

> As pirâmides do Egito

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Por que os EUA são tão ricos

A economia dos Estados Unidos ainda é a mais poderosa do mundo. O país está entre os maiores do mundo na agricultura, na pecuária, na mineração, na indústria, no comércio, nos transportes.

Quais as razões de todo esse poder e riqueza? Quando e como os americanos ficaram tão ricos?

O hiperdesenvolvimento da economia dos EUA se deve, principalmente, aos seguintes fatores:

1) O país foi uma colônia de povoamento
As Treze Colônias originais, que foram o embrião dos Estados Unidos, foram ocupadas por colonos ingleses que não estavam lá para tirar riquezas, mas para construir uma nova vida, um novo lar. Por isso, eles se esforçavam para desenvolver a terra.

2) Abundância de terras para a agropecuária

O território americano atual é enorme. E há, no centro do país, grandes planícies que favorecem a agricultura mecanizada e a criação extensiva de gado. O país é um dos maiores produtores mundiais de grãos.

3) Um subsolo rico em minérios
O vasto território dos EUA é rico em minérios úteis à indústria, como ferro, bauxita, petróleo, cobre, urânio, etc.

4) Um povoamento inteligente


Quando os americanos aumentaram seu território em direção ao Oeste, eles trataram de construir grandes ferrovias ligando as novas cidades à parte mais antiga e desenvolvida do país. Isso facilitou o transporte de pessoas e de cargas, e permitiu a ligação rápida de todos os pontos do país, tanto para viajar quanto para escoar a produção.

5) Uma cultura de empreendedorismo
A cultura americana valoriza e incentiva os empreendedores: aquelas pessoas que aproveitam todas as oportunidades de negócio que aparecem. Em parte por causa do povoamento por grupos calvinistas (que acreditam que o enriquecimento é um sinal de bênção de Deus), os americanos desenvolveram uma cultura de culto à prosperidade e ao sucesso.

6) Um grande mercado consumidor
De nada adiantaria ter uma indústria forte se não houvesse compradores para os produtos industrializados. Os EUA formaram, desde cedo, um grande mercado consumidor, com muitas pessoas com grana suficiente para comprar os produtos saídos das indústrias. Isso aumentava cada vez mais a produção, num círculo sem fim.

7) O país escapou ileso das duas Guerras Mundiais
O território americano não foi atingido diretamente nem pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918) nem pela Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Por isso, o país pôde continuar produzindo alimentos, armas e bens de consumo para vender à Europa durante e após essas guerras.

domingo, 27 de junho de 2010

Os Cavaleiros da Idade Média

Durante a Idade Média, os cavaleiros utilizavam esses equipamentos durante as batalhas:
  • Próximo ao corpo utilizavam uma roupa de lã ou de linho, que era usada também como roupa do dia-a-dia. Esse conjunto possuía uma túnica e uma calça, onde as pontas eram amarradas com fios. Por cima da túnica era utilizada uma camisa mais resistente, que podia ser feita de lã ou de pele de cavalo.
  • Por cima destas havia uma malha de aço composta por centenas de pequenos aros de aço unidos, que garantiam uma boa segurança contra lanças e flechas. Em geral essas malhas eram feitas sob medida, para não dificultar os movimentos do guerreiro.
  • Na cabeça os guerreiros utilizavam elmos recobertos com couro internamente, para amenizar o impacto dos golpes inimigos.
  • Nas mãos eles usavam uma espécie de luva de metal que facilitava o manuseio das armas.

  • Os principais armamentos dos cavaleiros eram a maça, uma barra de ferro com uma bola grande na ponta, recoberta por espinhos pontiagudos que podiam danificar peças metálics dos oponentes, e a espada, que possuíam diferentes formatos e tamanhos, e eram bastante importantes em combates diretos.

É interessante notar que por trás de toda essa gama de guerreiros e armas houve também grandes artistas que tornaram esses combates possíveis ao desenvolver esses armamentos com tamanha precisão e cuidado.
Nada disso seria possível se não houvesse os ferreiros e outros mestres medievais que foram moldando e desenvolvendo essa nova forma de lutar e de se proteger na hora das inevitáveis batalhas que acabavam com a paz dos reinos.

domingo, 13 de junho de 2010

Um fenômeno chamado Seleções do Reader's Digest



Desenvolvida em 1922 por Lila Bell Wallace e DeWitt Wallace em Chappaqua, Nova York, EUA, a revista Seleções ocupa um lugar de destaque no mundo da literatura até os dias atuais. Não possuindo temas definidos, a revista caiu logo no gosto popular, por possuir linguagem simples e clara, com artigos instigantes de interesse permanente.
Merecem destaque as histórias fictícias e reais, muitas vezes apresentadas na forma de contos que emocionam e divertem. Há ainda sempre boas piadas e testes para aumentar os conhecimentos do leitor.
Mas o ponto alto das edições sempre foi a Sessão de Livros, onde todo mês é apresentado um livro ou documento condensado. Em parte foi o que alavancou a revista, fazendo com que, mais tarde, volumes contendo esses condensados fossem lançados. Houve vários livros que tiveram de ser apresentados em mais de uma edição, como Uma Ponte Longe Demais, Raízes, Esta Noite A Liberdade, A Vida Secreta de Lee Harvey Oswald, entre outros, que deixaram os leitores anciosos pela continuação, e ampliaram as vendas.
A primeira Seleção em versão nacional foi lançada em fevereiro de 1942, trazida por Robert Lund.
Mais que uma forma de enriquecer os conhecimentos dos leitores, as Seleções são a expressão máxima da cultura mundial.

sábado, 15 de maio de 2010

O Dia D - 6 de Junho de 1944



O Dia D constituiu no maior ataque aliado durante a Segunda Guerra Mundial, e precisou de três anos para ser desenvolvido. Seu codinome é Operação Overlord, e seu local de execução foram as praias da Normandia, na França, que na época era território de Hitler.

A PREPARAÇÃO

O plano de invasão foi cuidadosamente estudado por três anos pelo Primeiro Ministro da Inglaterra, Winston Churchill, e por outros grandes líderes militares. A idéia principal era realizar inúmeros desembarques nas praias da Normandia, apoiados por lançamentos de pára-quedistas em diversos pontos estratégicos, que iriam realizar uma série de sabotagens para facilitar o trabalho dos soldados que viriam por mar.
Para confundir Hitler, os aliados passaram uma série de falsas informações que apontavam que o desembarque seria em Pas-de-Calais. Hitler estava tão confiante de que o ataque seria lá, que mandou a maior parte de seu exército para lá. Talvez isso tenha sido o que garantiu o sucesso do ataque aliado.

O ATAQUE

O ataque concentrou-se nas praias de Omaha, Utah, Juno, Gold, Sword e na escarpa de Pointe du Hoc, lugar onde haviam peças de artilharia que podiam atirar em ambas as praias onde os americanos atacariam.
Durante a noite, pára-quedistas pularam sobre a Normandia, e a maioria deles ficou dispersada, muito longe de seus objetivos, e tiveram que correr muito para alcançá-los. Muitos morreram, mas a maioria conseguiu chegar aos seus objetivos.
Após o desembarque difícil, e depois de uma longa e sangrenta luta, os Aliados conseguiram tomar as praias, e garantir uma importante vitória contra Hitler.

NÚMEROS

Os números oficiais apontam que houveram 37.000 mortos e 172.000 feridos do lado Aliado, e 200.000 mortos e feridos e 200.000 capturados do lado das forças do Eixo.

LEITURA

Um livro que eu recomendo para quem quer se aprofundar na história do Dia D é O Mais Longo Dos Dias, de Cornelius Ryan, um épico imperdível que remonta todos os detalhes desse grande dia.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A Queda Da Bastilha



Um dos mais emblemáticos, e talvez o mais importante acontecimento da Revolução Francesa, a queda da Bastilha representou a primeira vitória concreta do povo contra a monarquia, algo que parecia impossível na época.
Na Idade Média, a Bastilha havia sido utilizada como prisão militar contra nobres ou letrados, revolucionários ou adversários políticos. Lá se realizaram terríveis torturas, que marcaram profundamente a construção, que era vista pelo povo como um lugar de terror e morte.
Posteriormente, a Bastilha tornou-se um grande depósito de armamento, guardando a maior parte da pólvora francesa.
Durante os conturbados dias que deram início à Revolução, um jornalista até então desconhecido chamado Camille Desmoulins discursou a altos brados na frente Palácio Real, dizendo que o governo planejava uma sangrenta represália contra o povo, que mostrava-se revoltado com a falta de pão. Então o povo percebeu que a única forma de conseguir armamento e pólvora suficiente para acabar com a suposta represália do governo seria invadindo a Bastilha.
Então, no dia 14 de julho de 1789 o povo derrubou os portões da Bastilha, e tomou o forte, demonstrando pela primeira vez na História que o povo poderia lutar contra a Monarquia pelos seus direitos.
Após a tomada do forte, ele foi totalmente destruído, o que deu maior impacto à conquista. Representou o fim de uma era, e o verdadeiro início da Revolução Francesa.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Alexandre, O Grande







Nasceu em 356 a. C., e era filho de Filipe II, rei da Macedônia. Um ano antes de Alexandre nascer, seu pai começou as inúmeras campanhas para conquistar outras terras, e que o levariam mais tarde à conquista de toda a Grécia.

Ele teve como preceptor Aristóteles, que foi um dos maiores pensadores gregos. Aos 16 anos já substituía o pai no poder, e aos 18 revelou-se um grande estrategista na luta contra os gregos rebeldes. Aos 20 anos assumiu o trono, após o assassínio de seu pai. Após a morte de Feilipe, muitas cidades gregas tentaram recuperar a liberdade, mas as revoltas foram subjugadas pelo poder de Alexandre, que chegou a destruir a cidade de Tebas, uma das mais importantes.

Com a paz interna garantida, Alexandre começou a conquista de outras terras. Investiu em 334 a. C. contra o grande Império Persa, tendo 30.000 soldados, 5000 cavaleiros e uma comitiva que reunia cientistas, engenheiros, historiadores e arquitetos. Após isso dominou a Síria e a Fenícia, conquistou Gaza e, em 332, já lançava seu poder contra o Egito.

Alexandre foi bem recebido pelos egípcios, que respeitou-lhes a cultura e sua organização social. Lá ele também restaurou a religião original dos egípcios, e fundou a famosa Alexandria.

Venceu em seguida o imperador Dario, anexando a Mesopotâmia ao seu território em 331. Transferiu a sua capital para a Babilônia e depois seguiu para a Ásia central, onde fundou várias colônias militares que se transformariam em prósperas cidades, como Herat e Samarkand.

Dominou em seguida o vale do rio Indo, na Índia, quando seus soldados recusaram-se a ir além, o que o forçou a parar suas conquistas. Morreu quando tinha 33 anos, vítima de uma febre. Seu vasto império foi dividido então pelos seus generais. A obra mais importante de Alexandre, entretanto continuou viva: a cultura e a civilização grega estenderam-se por grande parte do mundo.