quinta-feira, 6 de maio de 2010

História da Ásia nos anos 60

SUPERPOPULAÇÃO

A Ásia presenciou nessa década um crescimento enorme da população, o que fez com que, de 1967 a 1972, houvesse um acréscimo de mais de 200 milhões de pessoas, fazendo com que a Ásia comportasse cerca de 57% da população mundial.

Mas a produção econômica asiática não acompanhou o crescimento populacional, o que resultou em miséria. A baixa produtividade média dos países asiáticos foi agravada por inúmeros conflitos armados, que reduziram ainda mais as chances de melhorias.

Esses conflitos muitas vezes tinham como principal intuito melhorar as condições dos países, mas a História já bem provou que guerras só servem para destruir e trazer mais miséria.

ESCOLHAS POLÍTICAS

Até poucos anos antes, países como Inglaterra, França e Holanda mantinham grande parte da Ásia no estado de colônias, explorando e administrando grandes regiões. Mas isso começou a mudar logo depois da Segunda Guerra Mundial, quando as colônias asiáticas começaram rapidamente a conquistar sua independência. Foi então que ocorreu a elas um dilema: qual caminho político a seguir?

De um lado o capitalismo, “liderado” pelos Estados Unidos, onde o fundamento principal era a propriedade privada dos meios de produção, ou seja, a livre concorrência. Do outro lado o socialismo “liderado” pela URSS, onde o fundamento principal era baseado na propriedade comum dos meios de produção, fossem eles fábricas, minas, terrenos de cultivo, etc.

Mas essa escolha já havia sido feita antes, durante os conflitos que levaram à libertação do sistema colonialista, pelos grupos que lideravam cada revolução. Países como a Índia optaram pelo capitalismo, enquanto países como a China optaram por estatizar da economia, enquanto outros como a Indonésia tentaram seguir um “caminho do meio”.

DUAS IMPORTANTES CONFERÊNCIAS

Houveram duas importantes conferências antes dos anos 60, que tiveram fundamental importância para os acontecimentos ocorridos na década seguinte.

A primeira ocorreu em Genebra, em 1954. Esta conferência teve como principal intuito regular a questão das ex-colônias francesas (Laos, Camboja, Vietnam), que haviam feito lutas muito duras para conseguir a tão sonhada independência, mas que, mesmo assim, continuavam mergulhados em guerras civis entre comunistas e capitalistas.

A conferência decidiu que as grandes potências deveriam ter intervenção direta nos conflitos do Vietnam e criar no Laos um governo com base em tendências “neutras”. Mas o que aconteceu foi bem o contrário do esperado: no Vietnam a guerra continuou por quase vinte anos (com os EUA levando uma surra memorável), e no Camboja, Laos e muitos países vizinhos eclodiram uma série de guerrilhas ininterruptas.

A segunda conferência ocorreu em 1955, em Bandung, na ilha de Java. Participaram dela representantes de países asiáticos e africanos que houvessem conseguido a independência há pouco tempo, ou que ainda lutassem para conseguir.

Decidiram unir-se em uma espécie de “bloco”, em que formassem um grupo “neutro”, desligado tanto da influência soviética quanto americana. Seu principal intuito era encontrar outro caminho para os antigos povos coloniais, que não queriam se envolver na Guerra Fria travada entre EUA e URSS.

INTERFERÊNCIA DE GRANDES POTÊNCIAS

Grandes potências, como a URSS, os EUA e a China logo perceberam o grande potencial estratégico-econômico do continente asiático que, apesar de ser conturbado e pobre, possui uma grande riqueza de minerais (inclusive radioativos), que, no futuro, junto da África e a América Latina, fornecerá a maior parte dos minerais necessários ao mundo.

Por esse motivo, as grandes potências interferiram diretamente nos conflitos armados, apoiando partidos e povos em suas revoluções, sempre tentando atrair os países envolvidos para o capitalismo ou o socialismo (chinês ou soviético), o que acabou causando uma profunda instabilidade no continente.

DÉCADA DE MUITOS CONFLITOS

Nos anos 60, a Ásia presenciou uma série de conflitos armados que envolveram também países ocidentais.

Desde o Golpe de Estado militar ocorrido na Turquia em 1960, até a assinatura do tratado de paz que pôs fim à Guerra do Vietnam, em 1973, o continente asiático foi palco de sangrentas batalhas que derrubaram vários governos, e que mostrou como às vezes a luta por Independência pode ser dramática.

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